segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Resenha de livro - É melhor ser feliz do que ser normal

    Tenho lido alguns livros de autoajuda nos últimos tempos. Eles me ajudam a refletir, me relaxam. É sempre uma leitura leve.
    Vi esse livro pela primeira vez em uma livraria do Centro de São Paulo. Logo de cara  me identifiquei com o título. É ou não é divertido? O conteúdo é bem a expressão dele.
   O autor é um psicólogo alemão, Robert Betz. Ele vai pautando como nós seguimos padrões e expectativas de terceiros mesmo que isso nos torne infelizes. E, pior, fazemos isso buscando, adivinhe o quê? Ser felizes.
    Segundo o autor, seguir os padrões só nos torna pessoas aprisionadas, por isso devemos guiar nossas vidas com foco no que é realmente importante para nós e não no que esperamos das outras pessoas. No link abaixo há um trecho do livro, vale a pena a leitura:

http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2014/09/1516682-leia-trecho-de-e-melhor-ser-feliz-do-que-ser-normal.shtml

Scrum. A arte de fazer o dobro na metade do tempo




    Neste post quero registrar impressões sobre o livro "Scrum, A arte de fazer o dobro na metade do tempo".  Este é um livro voltado para administração e foca a potencialização dos processos.

    Eu acho que essa abordagem é muito interessante primeiro para a gestão da nossa  vida, em meio a loucura cotidiana, segundo para o meu trabalho de professora. Há sempre a questão da gestão do tempo, da gestão das diversas atividades que temos para fazer, da organização da minha rotina de exercícios físicos, dos diversas conteúdos que preciso ensinar, do monte de alunos com os quais é preciso lidar, etc. Gosto muito de livros nesse caminho. Estamos sempre gerindo alguma coisa. Essas leituras ajudam inclusive na gestão de coisas menos palpáveis, como os nossos sentimentos, as angústias, as felicidades. Uma vez eu li em algum lugar que a bagunça externa é apenas reflexo da bagunça interna. Super concordo.
    Agora, sobre o livro, não se pode perder de vista que o livro trata do cotidiano de empresas. Não é a mesma realidade da nossa vida, não é a mesma realidade da escola. Mesmo assim, valeu a pena leitura. 
    Bom, muita coisa que está no livro, eu já tinha lido antes no livro do David Allen "A arte de fazer acontecer". De todo jeito, o autor aborda os mesmos assuntos com outro ponto de vista, então é ok.
    Um dos conceitos citados no livro é a importância da transparência. Todo grupo precisa saber o que todos estão fazendo, quem é responsável pelo o que, quando terminará, etc. Para isso, ele sugere o uso de um quadro para visualização. Em resumo, cada ação estará no quadro, e será possível acompanhar sua evolução. Eu adicionei abaixo uma imagem retirada do livro que ilustra bem:


   Eu achei isso bem interessante para organização de eventos grandes como exposições, feiras culturais, projetos, etc. No exemplo acima, o autor sugere o uso de "post it". Quando uma atividade passa de "fazendo" para "feita" é só mover o papelzinho para a parte certa do quadro. 
    Outra coisa que vai ficar do livro é a necessidade de revisão constante. O livro do David Allen já traz um conceito parecido: a revisão semanal. Em "Scrum" essa ideia de revisar é um pouco mais abrangente. Jeff Sutherland indica algo mais para uma avaliação do processo. É a ideia de que a avaliação feita apenas no final deixa de corrigir erros que estejam em curso. É meio óbvio, mas ao mesmo tempo libertador: ele aponta que todo processo de planejamento é falho e por isso deve ser corrigido no meio do percurso. Sabe aquele plano de aula lindo, mas que no fim a gente não fez nem metade? Segundo o livro isso é inevitável. Desde que li esse livro sempre que faço algum planejamento me sinto menos angustiada quando percebo que não estou conseguindo seguir aquilo ao pé da letra. Apenas replanejo e toco o barco. Isso, claro, só faz sentido para um professor que planeja suas aulas e isso nem sempre é a realidade. Mas esse tema é muito complexo, dá um outro post inteiro. 
    Enfim, o livro foi bastante produtivo, recomento a leitura.


sábado, 1 de agosto de 2015

Bala de Gelatina


Há algumas semanas estive pesquisando atividades para o dia dos pais. Já deixo aqui meu manifesto de que acho que as escolas não deviam trabalhar essas datas comerciais, principalmente essa, considerando a nova configuração das famílias.
Enfim, apesar do meu pensamento, também acredito que não se faz nada sozinho em escola. Trabalho pedagógico é trabalho coletivo, não é? Esse ano, o grupo decidiu abordar essas datas dentro do enfoque "família". O argumento é que não ignorar a data já que ela está na mídia, então devemos levar nossos alunos a refletir e questioná-las. Eu ando trabalhando assim. Aliás, essa semana li um texto bem interessante na Nova Escola que descreve bem o caminho que venho tentando levar para conciliar o meu desagrado em trabalhar as datas comemorativas e os caminhos elegidos pelo grupo escolar:
http://revistaescola.abril.com.br/formacao/festa-projetos-dia-pais-maes-fazer-escola-635504.shtml

Tive algumas ideias para o dia dos pais dentro desse contexto. Vou descrevê-las abaixo. Esse ano eu estou trabalhando em rodízio com turmas de 5°ano, mas se alguém quiser aproveitar as ideias para crianças menores, talvez seja possível adaptar.

1. Trabalhar obras com a estrutura da família em tempos passados.
http://artesmonalisa.blogspot.com.br/2014/01/obras-de-arte-que-retratam-familia.html

2. Comparar diferentes estruturas de família. Observar a família na época pré colonial e agora

3. Fazer releitura do quadro " A familia de Tarsila do Amaral"
http://museuvirtualsemanaartemoderna.arteblog.com.br/9585/A-FAMILIA-TARSILA-DO-AMARAL/

E, claro, como nunca pode deixar de faltar, a boa e velha lembrancinha que para meus alunos sempre nomeio como "uma lembrança para aquela pessoa especial que cuida de você". Essa abordagem tem funcionado bem no decorrer dos anos, mas ultimamente tenho encontrado uns indivíduos que não são cuidados por ninguém... Bom isso é tema para outro post inteiro.

Voltando à lembrancinha, pensei em coisas que pudessem ser dadas tanto para homens como para mulheres, afinal, dia dos pais já não é mais dia dos pais em muitas famílias. Achei esse bloco de notas que é bem bonitinho, aliás, a releitura do quadro da Tarsila poderia ser a capa do livrinho.

Bloco de papel:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgByJlGsb8b_6Tq5RjhX0XrNMkNsjDtKHG0MEf9zsBY0Va01DfQ6QDnAOCfllToXug-D454NSuwMJIaitYOaddcFWx9zMD2PYGNLjjvWEmEM4gpa-7-U1G0-F1Ymg6AcIkACHnvdcvxLA/s1600/bloco.jpg

Depois descobri essa balinha feita de gelatina. Achei que também seria um bom presente. Quem é que não gosta de um docinho, não é? Já tentei fazer e é fácil e gostosa. Para entregá-la pensei de usar uma caixinha de papel, feita d dobradura. Abaixo tem o vídeo de dois modelos, o segundo é um pouquinho mais fácil.

Caixinha de dobradura:
https://www.youtube.com/watch?v=ymrQr_PbRS4

https://www.youtube.com/watch?v=QChJXFIZQic


Balinhas para colocar na caixinha:
https://www.youtube.com/watch?v=zyuFLuYrHew



E
u fiz a balinha em casa. Vocês  podem ver na imagem que ela até que ficou bonitinha. 
Eu usei um daqueles copinhos de café como forma. Se ficar na geladeira, a balinha fica bem durinha. 
Fora da geladeira ela não derrete, mas não fica tão firme.
Ainda assim, é uma ideia boa, talvez para os dias das crianças, dia das mães, etc.

Registrando leituras

    Eu leio muito e de tudo. Muitas das coisas que leio acabam, inclusive, me ajudando nas aulas, na correria do dia a dia.
    O que acontece, às vezes, é que leio algo super interessante e depois, por não ter feito nenhum registro, não consego recuperar as informações ou, pior, nem lembrar de onde eu tirei aquela informação.
    Pensando numa solução para isso, achei interessante fazer o registro dos livros que venho lendo aqui no blog. Há alguns registros assim na rede, é bem legal acompanhar. Um dos que eu mais gosto de acompanhar é o da Tatiana Feltrin.
http://www.tatianafeltrin.com/
https://www.youtube.com/user/tatianagfeltrin

    É uma graça! Adoro a forma como ela fala dos livros. Não é uma análise literária, é mais um registro do que ela leu e as impressões que teve. Pensei de seguir por esse caminho. Acho interessante porque funciona como um estímulo para a leitura.
    Eu já faço um acompanhamento no site do Skoob. É um site bem legal. Além de registrar as leituras,  também é possível saber a opinião de pessoas que já tenham lido um determinado livro, resenhas, vídeos e preços. No meu perfil você pode acompanhar o que estou lendo. Eu também gosto de seguir a Thais Godinho, do blog "Vida Organizada" (já falei dela por aqui). Ela sempre sinaliza livros interessantes.
    O que pensei foi, na verdade, fazer um acompanhamento mais personalizado. Registrar os livros, ideias que tive de como utilizá-los em sala de aula, trechos que achei muito interessantes, etc. Chega de perder coisas e informações importantes porque não registrei!
    Ah! Lembrei de outro lugar que traz informações muito interessantes sobre leituras. É o blog "O Espanador". Vale muito a pena acompanhar. Eles trazem muitas novidades sobre tudo que tiver a ver com leitura, desde mangás até os clássicos. Sabe aquela sensação de "O que eu leio agora?" que bate às vezes? Pois é, é só acompanhar o blog deles e ter um monte de sugestões.
    E você, como andam suas leituras?