sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Leitura compartilhada

Nestes anos estamos realizando a leitura compartilhada entre os alunos da EMEI Barão do Rio Branco e da E.E. Samuel Wainer (Ensino Fundamental II e Médio). A experiência está sendo muito rica.
Nas rodadas de leitura uma turma de alunos da Samuel vai visitar o Barão. Todos os  alunos levam um livro de literatura infantil. Lá a turma é colocada em contato com outra turma, agora de alunos da EMEI.
Os adolescentes sentam em roda com, cada criança da EMEI escolhe um adolescente e seu respectivo livro e, então, eles se sentam juntos para que seja realizada a leitura do livro.
Participam desta atividade alunos de diferentes séries do fund II e ensino médio. A vivência está sendo positiva para eles no sentido de valorizar a autoestima, desenvolver a responsabilidade para cuidar de outra pessoa e se reconhecer como exemplo. Nesse sentido os jovens são orientados quanto à postura para a leitura e para oferecer um exemplo positivo às crianças.
As crianças menores têm gostado muito das leituras que, além da função óbvia de auxiliar no processo de letramento, também promovem uma situação de receber carinho e atenção.
Muitos agradecimentos aos professores Diego e Regiane do Samuel Wainer e aos seus alunos que participaram das leituras, à todas as professoras e alunos do Barão que estão recebendo a ideia com grande boa vontade, às coordenadoras de ambas as escolas e, claro, aos meus alunos do Barão e do Samuel.
                                                                                              Beijos a todos!

                                                                                                              

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Pastelzinho

Saciedade ou prazer extremo e imediato? Eu estava pensando em comida, mas essa é uma questão que pode se aplicar a várias áreas da vida, não é mesmo?
Na área financeira, por exemplo, devemos escolher entre os prazeres extremos de comprar tudo o que nos dá vontade na exata hora em que nos dá vontade. Você provavelmente sabe do que eu estou falando: é aquela calça jeans maravilhosa que você viu na vitrine, aquele carro que faz curvas incríveis no meio do deserto em um comercial, aquela casa do jeitinho que você sempre sonhou pela qual você passa todos os dias. Pena que satisfazer as nossas vontades imediatamente pode trazer sérios problemas quando o assunto é dinheiro. É muito melhor quando a gente consegue esperar um pouquinho para comprar a vista. Eu sei, é muito chato esperar e às vezes quase impossível de guardar dinheiro. Mas, com certeza, é muito melhor poder comprar aquele item desejado com a certeza que não vai ficar nenhuma prestação para depois. Ta aí a saciedade. Isso é até assunto para um outro post (Aguarde cenas dos próximos capítulos kkk).
Na vida pessoal a saciedade é a diferença entre ficar jogado(a) no sofá fingindo que não tem casa enquanto a pia se acumula (Oh! Prazer extremíssimo!) e o mesmo ficar jogado no sofá, mas depois de ter feito todas as suas tarefas, com aquele cheirinho de limpeza no ar. Ou ainda saber se conter e não falar os desaforos que aquele(a) seu(sua) colega de trabalho ou chefe precisa e merece ouvir. Pode ser que demore um tanto, dê outro tanto de trabalho, mas nada supera o prazer de ter o seu trabalho elogiado por essa mesma pessoa. Afinal, há coisas que não se pode negar e quando você responder com competência e educação ao invés de desaforos não haverá mais nada a fazer do que lhe dar o braço a torcer.
Assim também é nos nossos relacionamentos. Ah! O casamento! Meus queridos, às vezes me imagino enchendo meu digníssimo marido de porrada, mas seu eu fizer isso toda a vez que tenho vontade, e vice versa (Já imaginei umas situações em que ele também deve ter essas idéias...), a gente não teria doze anos juntos. Isso vale para namoros, relacionamentos, amizades, etc. As pessoas são diferentes, nem sempre você está com a razão e se estiver, uma atitude impensada desmerece seu ponto de vista e te faz perder tudo.
Pois é, voltando para meu ponto inicial, que era a comida, às vezes é bom você se render ao prazer extremo e imediato de um bolo de chocolate, da batata frita pingando óleo, do churrasco, da cerveja, da pizza, ah delícia! A gente só não pode fazer disso uma rotina, né?
Hoje na hora do almoço eu troquei meu feijãozinho com arroz pelo pastel. Duas horas depois eu estava com fome de novo e arrependida. Cheguei à conclusão de que há de se pensar se o “prazer extremo imediato” vale à pena todas às vezes enquanto comia um pratão de feijão, arroz, carne e saladinha. Isso mais duas horas depois e virando os olhos de fome. Ah, que bom a sensação de saciedade depois de uma refeição completa, nutritiva como mandam os nutricionistas!

Vou terminando desejando a todos nós a força para resistir às tentações para alcançar essa sensação maravilhosa de saciedade em todas as áreas de nossa vida: profissional, familiar, amorosa. Eu sei, gente, é difícil, mas devemos encontrar o pensamento que nos inspire a buscar o melhor e o duradouro. É isso aí: duradouro! Não é melhor esperar um pouquinho mais para satisfazer aquela vontade, só que de uma maneira que dure mais? O meu pensamento inspirador essa semana vai ser a fome cavalar que passei por ter comido aquele pastelzinho fraco. Beijos inspirados a todos!

sábado, 8 de junho de 2013

Abandonando o Planejamento


Eu adoro planejar tudo. Desde coisas que vou fazer, passando pelas aulas que vou dar, o que vou comprar, o que vou vestir no dia seguinte, a rotina do dia, os presentes de aniversário que preciso comprar... Mil coisas que talvez nem precisassem de tanto planejamento (isso segundo meu marido, porque eu acho que sempre que antecipamos algo, esse algo sai melhor no final).
Acontece que às vezes fico tão distraída pensando em coisas futuras que acabo me esquecendo do presente. Pois é, fico assim lidando com esse “impulso de desordem” que me leva a querer planejar cada vez mais (oi?) para evitar que eu me esqueça de coisas importantes.
Com esse sentimento acabei descobrindo o blog da Thais Godinho, o Vida Organizada (http://vidaorganizada.com/) que é uma graça e ajuda muito a pessoas parcialmente enlouquecidas como eu. Recomendo muito a leitura. Lá, ela fala de organização de coisas do dia a dia, do trabalho, da vida. É bem interessante.
Bom, fechando esse enorme parêntesis, eu comecei a falar de planejamento para falar justamente do oposto: de como em sala de aula às vezes é bom você fugir do que estava programado e aproveitar o momento.
Na Educação Infantil tento ler todos os dias para meus aluninhos de quatro anos. Essa prática tem muitas vantagens para as crianças que já começam a ter contato desde cedo com diferentes gêneros textuais e vão ganhando diferentes oportunidades de refletir sobre o papel da leitura e escrita. Enfim, em um dos dias dessa semana percebi, na hora planejada para a leitura, que os alunos estavam muito agitados para fixar a atenção. Resolvi, então, realizar uma “contação de história” ao invés de ler.
A contação consiste em se narrar uma história em voz alta para os alunos usando recursos de dramatização. Também é uma prática muito aconselhada na Educação Infantil por estimular a criatividade, desenvolver a seqüência temporal,  a capacidade de interpretação, entre outras coisas.
Contei para eles a história dos três porquinhos e foi muito interessante porque depois foi possível fazer uma dramatização da história com os próprios alunos. Em roda, fui contando a história novamente e conforme os personagens e as situações apareciam, pedi que os alunos os representassem. Assim fizemos com a mamãe porca, com o lobo, com o momento em que as casinhas são derrubadas, etc. Depois, vendo que os alunos continuavam empolgados, pedi que fizessem um desenho sobre a história e por fim, quando achei que a atividade já tinha se esgotado, distribui brinquedos de montar para as crianças. Qual não foi a minha surpresa quando vi que alguns grupos estavam “brincando de construir as casinhas dos porquinhos” com os blocos. Vendo isso, eu propus a atividade para a sala toda.
Uma atividade que seria apenas uma leitura acabou sendo mais produtiva. Se eu tivesse insistido em seguir meu planejamento e feito a leitura apesar de perceber que os alunos não estavam dispostos a isso naquele momento (Como já fiz erroneamente algumas vezes na minha vida...) não teria tido resultados tão bons.
Fazendo assim os alunos se envolveram e, melhor, se acalmaram possibilitando que eu pudesse fazer a leitura de um livro depois da brincadeira com os blocos de montar.

Para mim, que adoro o planejamento e a sensação de ter tudo sobre controle, é meio difícil falar isso, mas às vezes é mais importante seguir o momento.