quarta-feira, 12 de junho de 2013

Pastelzinho

Saciedade ou prazer extremo e imediato? Eu estava pensando em comida, mas essa é uma questão que pode se aplicar a várias áreas da vida, não é mesmo?
Na área financeira, por exemplo, devemos escolher entre os prazeres extremos de comprar tudo o que nos dá vontade na exata hora em que nos dá vontade. Você provavelmente sabe do que eu estou falando: é aquela calça jeans maravilhosa que você viu na vitrine, aquele carro que faz curvas incríveis no meio do deserto em um comercial, aquela casa do jeitinho que você sempre sonhou pela qual você passa todos os dias. Pena que satisfazer as nossas vontades imediatamente pode trazer sérios problemas quando o assunto é dinheiro. É muito melhor quando a gente consegue esperar um pouquinho para comprar a vista. Eu sei, é muito chato esperar e às vezes quase impossível de guardar dinheiro. Mas, com certeza, é muito melhor poder comprar aquele item desejado com a certeza que não vai ficar nenhuma prestação para depois. Ta aí a saciedade. Isso é até assunto para um outro post (Aguarde cenas dos próximos capítulos kkk).
Na vida pessoal a saciedade é a diferença entre ficar jogado(a) no sofá fingindo que não tem casa enquanto a pia se acumula (Oh! Prazer extremíssimo!) e o mesmo ficar jogado no sofá, mas depois de ter feito todas as suas tarefas, com aquele cheirinho de limpeza no ar. Ou ainda saber se conter e não falar os desaforos que aquele(a) seu(sua) colega de trabalho ou chefe precisa e merece ouvir. Pode ser que demore um tanto, dê outro tanto de trabalho, mas nada supera o prazer de ter o seu trabalho elogiado por essa mesma pessoa. Afinal, há coisas que não se pode negar e quando você responder com competência e educação ao invés de desaforos não haverá mais nada a fazer do que lhe dar o braço a torcer.
Assim também é nos nossos relacionamentos. Ah! O casamento! Meus queridos, às vezes me imagino enchendo meu digníssimo marido de porrada, mas seu eu fizer isso toda a vez que tenho vontade, e vice versa (Já imaginei umas situações em que ele também deve ter essas idéias...), a gente não teria doze anos juntos. Isso vale para namoros, relacionamentos, amizades, etc. As pessoas são diferentes, nem sempre você está com a razão e se estiver, uma atitude impensada desmerece seu ponto de vista e te faz perder tudo.
Pois é, voltando para meu ponto inicial, que era a comida, às vezes é bom você se render ao prazer extremo e imediato de um bolo de chocolate, da batata frita pingando óleo, do churrasco, da cerveja, da pizza, ah delícia! A gente só não pode fazer disso uma rotina, né?
Hoje na hora do almoço eu troquei meu feijãozinho com arroz pelo pastel. Duas horas depois eu estava com fome de novo e arrependida. Cheguei à conclusão de que há de se pensar se o “prazer extremo imediato” vale à pena todas às vezes enquanto comia um pratão de feijão, arroz, carne e saladinha. Isso mais duas horas depois e virando os olhos de fome. Ah, que bom a sensação de saciedade depois de uma refeição completa, nutritiva como mandam os nutricionistas!

Vou terminando desejando a todos nós a força para resistir às tentações para alcançar essa sensação maravilhosa de saciedade em todas as áreas de nossa vida: profissional, familiar, amorosa. Eu sei, gente, é difícil, mas devemos encontrar o pensamento que nos inspire a buscar o melhor e o duradouro. É isso aí: duradouro! Não é melhor esperar um pouquinho mais para satisfazer aquela vontade, só que de uma maneira que dure mais? O meu pensamento inspirador essa semana vai ser a fome cavalar que passei por ter comido aquele pastelzinho fraco. Beijos inspirados a todos!

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