Saciedade ou prazer extremo e
imediato? Eu estava pensando em comida, mas essa é uma questão que pode se
aplicar a várias áreas da vida, não é mesmo?
Na área
financeira, por exemplo, devemos escolher entre os prazeres extremos de comprar
tudo o que nos dá vontade na exata hora em que nos dá vontade. Você
provavelmente sabe do que eu estou falando: é aquela calça jeans maravilhosa
que você viu na vitrine, aquele carro que faz curvas incríveis no meio do
deserto em um comercial, aquela casa do jeitinho que você sempre sonhou pela
qual você passa todos os dias. Pena que satisfazer
as nossas vontades imediatamente pode trazer sérios problemas quando o assunto
é dinheiro. É muito melhor quando a gente consegue esperar um pouquinho para
comprar a vista. Eu sei, é muito chato esperar e às vezes quase impossível de
guardar dinheiro. Mas, com certeza, é muito melhor poder comprar aquele item
desejado com a certeza que não vai ficar nenhuma prestação para depois. Ta aí a
saciedade. Isso é até assunto para um outro post (Aguarde cenas dos próximos
capítulos kkk).
Na vida pessoal
a saciedade é a diferença entre ficar jogado(a) no sofá fingindo que não tem
casa enquanto a pia se acumula (Oh! Prazer extremíssimo!) e o mesmo ficar
jogado no sofá, mas depois de ter feito todas as suas tarefas, com aquele
cheirinho de limpeza no ar. Ou ainda saber se conter e não falar os desaforos
que aquele(a) seu(sua) colega de trabalho ou chefe precisa e merece ouvir. Pode
ser que demore um tanto, dê outro tanto de trabalho, mas nada supera o prazer
de ter o seu trabalho elogiado por essa mesma pessoa. Afinal, há coisas que não
se pode negar e quando você responder com competência e educação ao invés de
desaforos não haverá mais nada a fazer do que lhe dar o braço a torcer.
Assim também é nos nossos relacionamentos. Ah! O
casamento! Meus queridos, às vezes me imagino enchendo meu digníssimo marido de
porrada, mas seu eu fizer isso toda a vez que tenho vontade, e vice versa (Já
imaginei umas situações em que ele também deve ter essas idéias...), a gente
não teria doze anos juntos. Isso vale para namoros, relacionamentos, amizades,
etc. As pessoas são diferentes, nem sempre você está com a razão e se estiver,
uma atitude impensada desmerece seu ponto de vista e te faz perder tudo.
Pois é, voltando
para meu ponto inicial, que era a comida, às vezes é bom você se render ao
prazer extremo e imediato de um bolo de chocolate, da batata frita pingando óleo,
do churrasco, da cerveja, da pizza, ah delícia! A gente só não pode fazer disso
uma rotina, né?
Hoje na hora do
almoço eu troquei meu feijãozinho com arroz pelo pastel. Duas horas depois eu
estava com fome de novo e arrependida. Cheguei à conclusão de que há de se
pensar se o “prazer extremo imediato” vale à pena todas às vezes enquanto comia
um pratão de feijão, arroz, carne e saladinha. Isso mais duas horas depois e
virando os olhos de fome. Ah, que bom a sensação de saciedade depois de uma
refeição completa, nutritiva como mandam os nutricionistas!
Vou terminando
desejando a todos nós a força para resistir às tentações para alcançar essa
sensação maravilhosa de saciedade em todas as áreas de nossa vida:
profissional, familiar, amorosa. Eu sei, gente, é difícil, mas devemos encontrar o
pensamento que nos inspire a buscar o melhor e o duradouro. É isso aí: duradouro!
Não é melhor esperar um pouquinho mais para satisfazer aquela vontade, só que de
uma maneira que dure mais? O meu pensamento inspirador essa semana vai ser a
fome cavalar que passei por ter comido aquele pastelzinho fraco. Beijos inspirados
a todos!