Neste post quero registrar impressões sobre o livro "Scrum, A arte de fazer o dobro na metade do tempo". Este é um livro voltado para administração e foca a potencialização dos processos.
Eu acho que essa abordagem é muito interessante primeiro para a gestão da nossa vida, em meio a loucura cotidiana, segundo para o meu trabalho de professora. Há sempre a questão da gestão do tempo, da gestão das diversas atividades que temos para fazer, da organização da minha rotina de exercícios físicos, dos diversas conteúdos que preciso ensinar, do monte de alunos com os quais é preciso lidar, etc. Gosto muito de livros nesse caminho. Estamos sempre gerindo alguma coisa. Essas leituras ajudam inclusive na gestão de coisas menos palpáveis, como os nossos sentimentos, as angústias, as felicidades. Uma vez eu li em algum lugar que a bagunça externa é apenas reflexo da bagunça interna. Super concordo.
Agora, sobre o livro, não se pode perder de vista que o livro trata do cotidiano de empresas. Não é a mesma realidade da nossa vida, não é a mesma realidade da escola. Mesmo assim, valeu a pena leitura.
Bom, muita coisa que está no livro, eu já tinha lido antes no livro do David Allen "A arte de fazer acontecer". De todo jeito, o autor aborda os mesmos assuntos com outro ponto de vista, então é ok.
Um dos conceitos citados no livro é a importância da transparência. Todo grupo precisa saber o que todos estão fazendo, quem é responsável pelo o que, quando terminará, etc. Para isso, ele sugere o uso de um quadro para visualização. Em resumo, cada ação estará no quadro, e será possível acompanhar sua evolução. Eu adicionei abaixo uma imagem retirada do livro que ilustra bem:
Eu achei isso bem interessante para organização de eventos grandes como exposições, feiras culturais, projetos, etc. No exemplo acima, o autor sugere o uso de "post it". Quando uma atividade passa de "fazendo" para "feita" é só mover o papelzinho para a parte certa do quadro.
Outra coisa que vai ficar do livro é a necessidade de revisão constante. O livro do David Allen já traz um conceito parecido: a revisão semanal. Em "Scrum" essa ideia de revisar é um pouco mais abrangente. Jeff Sutherland indica algo mais para uma avaliação do processo. É a ideia de que a avaliação feita apenas no final deixa de corrigir erros que estejam em curso. É meio óbvio, mas ao mesmo tempo libertador: ele aponta que todo processo de planejamento é falho e por isso deve ser corrigido no meio do percurso. Sabe aquele plano de aula lindo, mas que no fim a gente não fez nem metade? Segundo o livro isso é inevitável. Desde que li esse livro sempre que faço algum planejamento me sinto menos angustiada quando percebo que não estou conseguindo seguir aquilo ao pé da letra. Apenas replanejo e toco o barco. Isso, claro, só faz sentido para um professor que planeja suas aulas e isso nem sempre é a realidade. Mas esse tema é muito complexo, dá um outro post inteiro.
Enfim, o livro foi bastante produtivo, recomento a leitura.


Nenhum comentário:
Postar um comentário